Tantas coisas a comentar, não sei se conseguirei falar de tudo um pouco.
Dando uma passeada pelos 3840470863 textos não lidos no meu Google Reader, eis que me deparo com algumas pérolas. É sobre essas pérolas que gostaria de falar um pouco com vocês hoje.
A primeira pérola veio do blog do
Luiz Carlos Azenha, pérola intitulada de
"A Solidariedade Burra". Não vou colocar o texto aqui, cliquem no link e leiam para entender o meu comentário. Acho que, de uma certa forma, o Azenha tem sua razão. Ele não está completamente errado na opinião dele, mas ele está errado, creio eu, no momento em que ele escolheu para falar o que ele falou. E talvez a forma como ele falou. Eu não discordo, acredito que as pessoas pudessem ajudar de uma forma diferente.
Mas, a menos que estejamos prontos a receber julgamentos mal formulados [e eu acredito que o Azenha esteja pronto para isso], não dá pra sair falando tudo o que pensamos de todas as situações que o país vive. Principalmente quando uma grande parte da população está vivendo aquele surto de corpo e alma. É o momento agora, é o momento das pessoas serem solidárias da forma como elas vêm aprendendo com o governo o que é ser solidário. De qualquer forma, eu não discordo totalmente da opinião do Azenha. Só acho que ele poderia ter escolhido um momento melhor. Mas como não sabemos quando será o melhor momento, se é que haverá um melhor momento, talvez fosse o caso de pensarmos sobre o assunto
solidariedade.
O outro texto que eu gostaria de comentar vem de um blog de outro jornalista [é, gente, ando lendo muito, existe uma razão, dããã], o
Leonardo Sakamoto, um post intitulado
"Quanto o mundo gasta com comida?" [mesma coisa, leia para entender o comentário].
É incrível como as disparidades sociais parecem gritantes de um país ou de um continente para outro. Mas foi como o próprio Sakamoto disse, se fossem feitas as mesma fotografias no Brasil, teríamos as mesmas disparidades, se não piores, com o agravante de que estamos sob mesmo território, mesmo governo, portanto, utopicamente, sob as mesmas condições de conquistas. A verdade é que não estamos sob as mesmas condições. Essa história de todos iguais, todos iguais não funcionou nem na Revolução dos Bichos [uns sempre mais iguais que os outros]. Isso é apenas uma forma de analisar as diferenças sociais do planeta, o quanto as pessoas ricas e as pessoas pobres comem. Existem outras diferenças gritantes, mas as imagens nos ajudam a visualizar essa diferença.
Vejam as fotos. E pensem.
Por último, meu comentário mais pessoal: tem blogueiro aí dizendo que tá se despedindo da blogosfera [eu acredito que não para sempre]. É uma pena, perderemos posts de qualidade, os comentários diários do Max Gehringer e, para os moçoilos, fotos de mulheres peladas [ou semi-peladas] todos os sábados [e domingos também, e todos os dias que ele tinha vontade].
Sentiremos sua falta,
Andarilho, e vê se volte logo a postar. Ainda acredito que isso seja desânimo de fim de ano.
No ademais, post muito grande para um blog que tinha por intenção ser um papo rápido na cozinha. Mas é que quando eu me ponho a pensar, eu não consigo parar.
[acho que os governos democráticos que regem o mundo deveriam aproveitar esse momento de crise econômica e parar. parar e pensar no que estamos fazendo com este mundo, que uns têm tanto e outros têm tão pouco ou nada. deveriam parar e pensar se esse sistema é realmente tão certo, que faz com que, para que alguns possam viver luxuosamente, outros tenham que passar fome. acho que os governos democráticos que regem o mundo deveriam passar a escutar mais o povo sofrido do mundo, e pensar uma forma de parar de ajudar os bancos e começar a ajudar as pessoas. porque este mundo é feito de pessoas. algumas tão sonhadoras quanto eu, pois, apesar de desacreditar da humanidade, eu ainda acredito que possamos ser melhores. eu acredito.]