segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

.falta um tanto ainda, eu sei.

Às vezes eu gosto de pensar que não se passou tanto tempo assim, aí vou lá ver quando foi a última vez que eu fiz qualquer coisa e NOSSA, MAS JÁ UM ANO?

Ano passado eu tava nessa bitolação de faculdade e mimimi e não conseguia, simplesmente não me passava nada pela cabeça sobre o qual eu gostaria de escrever além de cultura livre e compartilhamento de ideias. E ainda ficava preocupada em respeitar as regras ABNT, então sim, eu fiquei meio isolada do mundo, sem saber  comentar os assuntos top top das rodas de conversa, sem saber falar sobre minhas aflições e nossa, eu tive várias, mas pensem pelo lado positivo, de que pelo menos eu não apareci aqui pra reclamar de nada.

Mas estou com saudades de tomar um cafezinho com vocês.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Forever Alone

Encare a realidade: você é sozinho.

Tá, existem sete bilhões de pessoas no mundo. Aceite o fato de que NENHUMA DELAS te fará feliz. Aceite o fato de que sozinho você nasce, sozinho você vive e sozinho você morrerá. Não pense nisso com tristeza e com OH MEU DEUS, EU SOU UM MERDA!

Todos são.

Mas a questão que eu queria abordar é que o fato de você SER sozinho não quer dizer que você esteja o tempo todo sozinho. Você tem amigos, você tem uma namorada, você tem uma família, você não está sozinho. Você É sozinho. Você não se basta, mas a verdade é que ninguém se importa com isso. Você tem amigos, tem namorada e tem família, mas se você adoecer, eles não adoecerão junto com você. Se você morrer, eles não morrerão junto com você [a não ser que eles tenham algum problema mental grave, aí seria bom eles procurarem ajuda desde já]. Se você tem contas a pagar, é o seu nome que vai sujar, não o deles.

Vocês podem estar conectados por laços sanguíneos, laços matrimoniais, laços sentimentais. Mas não são laços vitais. A sua vida não depende da vida de ninguém. Você, eu, o seu vizinho, todos nós vivemos por si.

As pessoas de seu círculo de relacionamento te amam. E você ama essas pessoas também.

Apenas tente aceitar o fato: você é sozinho.

Aceitar essa verdade poderá ser uma revolução na sua vida. Mas não espalhe isso por aí, sim? Tem gente que não conseguiria viver com o fato de viver sozinho. Tem gente que não conseguiria sentar numa praça num dia de sol, sem os amigos, a família ou a namorada por perto e dizer 'tá tudo bem'.

Guarde essa verdade e continue amando seus entes. Mesmo que eles não consigam perceber o quanto você, eu, eles e todos nós somos sozinhos.

sábado, 26 de março de 2011

Paraíso perdido

Entrei aqui só para comentar uma situação ma-ra-vi-lho-sa que aconteceu com essa que vos escreve!

Estava eu, despretensiosamente, num churrasco de despedida de um amigo meu (chamarei de X). Um amigo mesmo, irmão, brother! Whatever... Não vem ao caso!
Acontece que estava eu, lá, acompanhada dele, um amigo(Y) e uma amiga(Z). Tinham mais amigos dele lá mas estavam distantes de mim na mesa. Engraçado que, antes de sairmos, meu amigo Y me falou que eu estava diferente. Lógico, estudamos juntos, e eu sempre vou estudar com cara de quem acabou de acordar! Não ligo pra olheiras nem nada, vou como dá na telha e, geralmente, de qualquer jeito. Mas neste dia eu estava com um pouquinho de maquiagem e pans, porque tive um evento profissional durante o dia e não podia aparecer de qualquer jeito! Logo... Esse meu amigo Y estava todo curioso querendo descobrir o que estava acontecendo com a minha pessoa. "Nada", serve? Não, não servia... Ok, então que tal "Agora estou LIVREEEEE, não estou mais presa a uma pessoa que não acrescentava muito a minha vida e, principalmente, agora eu posso... digamos assim... variar o cardápio, até encontrar alguém que valha a pena investir!" Ok, eu não disse isso. Mas ele disse que, além de tudo, meus "zóinhos" estavam brilhando e eu estava muito sorridente. Ok, eu não quis admitir que tinha algo acontecendo, de fato. :P [neguei até a morte!]

Enfim, foi só a obrigação, o dever, que me obrigou a estar mais apresentável. hahaha

Acontece que eu estava no churras despretensiosamente, apenas pensando no meu amigo X que ia embora, etc e tal. Eis que... No final da noite, surge um homem. Mas, como eu disse, era fim da noite, eu já estava de barriga cheia demais de tanto churrasco, não iria ter a ousadia de me aproximar de um homem com segundas intenções... Não, eu não ia. Até porque, já estava de xamego com alguém que não estava no local... Enfim, não era minha intenção.

Acontece que eu, de repente, olhei para o buffet onde ficam as saladas... E tinha nada mais nada menos que um HOMEM. Pele clara, cabelo preto liso, calça preta folgada, blusa preta sem manga folgadinha, chinelo, e uma tatuagem! Uma tatuagem no ombro direito. Com detalhes em vermelho.
Justo na hora em que eu o vi, ele me viu. E ficou se servindo e me mirando. E me mirava e mirava... E eu não sabia o que fazer!!!!!!!!!!!!!
Essa coisa de namorar deixa a gente meio enferrujada... Sem saber o que fazer quando se interessa por alguém, né? Pois é.
Mas o cara continuava lá... Servindo sua marmita e me mirando. E eu comentei com meu amigo X e ele disse que dava pro gasto (invejoso). Então o cara ficava me mirando, fixamente. Gente, não sei o que foi aquilo, só sei que eu não tive reação nenhuma!
Aí depois de um século se servindo (nunca vi alguém demorar tanto se servindo), ele saiu por uma porta que dava diretamente pra nossa mesa. E foi pesar, pra pagar, algo assim. E parou, encostou na parede, olhava fixamente para mim. E não era um simples olhar, era um olhar penetrante!!!!
Ele colocou a mão na cintura, e ficou me mirando.

Então, o raciocínio foi rápido: ele não virá até mim. Por quê? Porque tinha 2 homens ao meu redor, um em cada lado meu! Era X na esquerda e Y na direita. Homem não se aproxima de mulher acompanhada de homem!

Então, o raciocínio foi rápido: se eu for lá vai ser muito fácil pra ele! Pff... que bobagem! Como eu pude pensar isso??? Ele não viria até mim, fato! Se eu ao menos não arrumasse um jeito de SAIR DAQUELA MESA, ele não iria falar comigo de jeito nenhum!!!

Então, aquele homem, vindo direto do Paraíso... Foi-se embora. E até hoje eu não sei o seu nome, nem sei se a voz dele é bonita ou é tipo "Pato Donald" (tem disso, viu). Só sei que aquele olhar penetrante me marcou...

E digo mais... Fiquei com a sensação de que o rosto dele era conhecido, sabe??? Fiquei mesmo! Aí de tanto matutar, descobri que a familiaridade tinha a ver com algum ator! Depois de minutos de reflexão, lembrei que ele parece com esse cara aqui, só que jovem:

Sim, eu encontrei um Mr. Big!!!! Agora posso dizer que entendo a Carrie, com um olhar desse e um cabelo desse e... enfim, é difícil resistir!!! Hahahahahaa!!!

Mas eu não sou nenhuma Carrie para que tenhamos algum tipo de coisa, aliás, o sujeito foi embora no melhor estilo paulistano: sem que eu soubesse seu nome, sem que ouvisse sua voz, e provavelmente nunca mais irei encontrá-lo nessa metrópole!

Así és la vida... Como eu já estava de xamego com outra pessoa, neam, eu nem sofri. Muito. Só um pouquinho, admito. Aiai...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vida em Sampa

Hoje eu saí de casa sem vontade, queria dormir, fui dormindo no busão... Fui pra USP primeiro, resolver umas coisas. E é sempre a mesma sensação: como tem homem bonito na USP! Sério, é impressionante!
Mas eu ia falar que... Bem, eu dormi, né, mas assim, quando eu acordei pra me localizar, aquele ônibus do Butantã USP ficava rodando naquelas rotatórias malucas da USP, quase caí trocentas vezes! E a vergonha, dos minos bonitos no bus indo pra lá e eu quase caindo??? Affeeee!!!!

Aí caminhei por lá, muitas árvores. Não há como não pensar nas coisas boas da USP. De como eles a projetaram, de como todas as universidades poderiam ser tranquilas assim e não no meio de tanta poluição e gente estressada como muitas que eu conheço! Fiquei imaginando como foram as propagandas na época da criação da Cidade Universitária, o que os políticos diziam para justificar sua construção, etc. Minha professora foi aluna da USP no molde antigo e pegou a transição para o novo molde que é o da Cidade Universitária. Ela conta algumas coisas, das diferenças, enfim... Fiquei muito interessada, São Paulo tem muita história!

Então, né, fui pra casa, bateu a preguiça de novo, até que me animei e fui caminhar, mesmo sozinha. No caminho para o Parque da Água Branca, passei por um barzinho que parece ser MUITO bom, e tem música ao vivo. Fiquei tão animada! Fui andando, tive que dar a volta ao redor do parque porque está em obras e só uma das entradas está funcionando. E comecei a pensar... Em como é bom morar em São Paulo!

Quem diria que eu iria dizer isto????

Pois é. São Paulo é fascinante! Tem todos os contrastes que você pode imaginar, logo, tem cidade para todos os gostos! Quem imaginaria que, em meio a tanta poluição, existiria este parque, em que você caminha em meio aos animais, eles andam perto de você. Tem galinha, pato, de tudo! E você pode andar quando é noite, porque é bem monitorado, não sinto medo algum!

No caminho pra casa, tem um Black Dog!!! Gente, que loucura é isso??? Ok, eu sei que a Ana P. não gosta do Black Dog, mas assim... EU AMOOOOO!!!! E tem tudo o que você quiser, precisar, desejar, procurar!

Fico imaginando quando eu terminar os meus estudos por aqui... Vou ter que ir atrás de um trabalho de acordo com meu estudo, e em Sampa está escasso. Será a hora (talvez) de sair daqui. E, confesso, não vai ser fácil! Sair de uma cidade onde se encontra de tudo um pouco, gente de todas as tribos, de todas as opções políticas, de todos os cursos imaginados... Você pode ter o que você procurar aqui.

Pensei também hoje... Bem, tive uma vida difícil, sempre estudando em colégios públicos e tal, aí vem a tal comparação na cabeça: um colégio público no Sul não é igual a um em SP. Ok, não deve ser, não sei! Mas a vida aqui é muito mais desafiadora, extrapola os limites de qualquer escola, de qualquer coisa que você queira delimitar. Os desafios a se enfrentar, as dificuldades, levam todos a saberem lidar com situações as mais diversas possíveis. Lidar com a variedade de classes sociais, com a variedade de culturas e sotaques, com os problemas com o transporte, com as placas que ao invés de informar, desinformam. Enfim, há tantas coisas para se lidar!

E, em meio a um ambiente tão complexo, encontrar pessoas preocupadas, educadas, gentis... Confesso que já passei por momentos horríveis aqui, já lidei com pessoas altamente estressadas. Mas também pude conhecer muita gente que vale a pena conhecer! Já presenciei diálogos em ônibus iguais aos de cidade pequena! Já teve gente que pagou minha passagem de ônibus quando eu tinha esquecido de carregar o bilhete único e estava sem um puto no bolso!

O que eu queria dizer a vocês, e escolhi este espaço, é que São Paulo pode ser uma cidade boa! Pode ser atraente! Porque, para mim, o que mais importa e chama a atenção, são as pessoas. E aqui há pessoas de todos os tipos... E há pessoas que valem a pena ser conhecidas!

Sei que a percepção varia também de acordo com a região da cidade em que se vive. Não nego isto, eu já morei em diversos bairros e agora, morando na Zona Oeste, foi onde me senti melhor! MAS.... Muitas das situações boas que eu vivi, foram em outros bairros, em outras regiões. São Paulo não é UMA cidade, são muitas! E as pessoas daqui não são iguais, elas são muito diferentes. E, se você procurar, você vai encontrar aquelas que têm a ver com você. Nem sempre elas irão te procurar, às vezes pode ser que sim, mas se você as buscar certamente vai encontrar. Repito: aqui você encontra tudo o que procurar.

É por isso que eu não sei como nem quando eu iria embora daqui, mas só de pensar nisso já fico apreensiva. É que ao mesmo tempo eu sei que esse ritmo acelerado não é pra toda a vida, existem certas coisas aqui que cansam, e por isto sei que não dá pra ficar aqui pra sempre. Mas cada dia que traga suas preocupações... Por enquanto, deixa eu curtir que isso daqui tá bom demais!!! XD

domingo, 30 de janeiro de 2011

When you're strange no one remembers your name

Eu sempre achei as pessoas estranhas, e eu faço muita questão de falar isso pra todo mundo, porque assim as pessoas não se surpreendem com as minhas atitudes. Que sempre são muito surpreendentes, tá?

No trampo, às vezes, eu chego e falo bom dia até pros vasos de planta. Pode até ser falso, mas né, QUEM NÃO É FALSO NESSA VIDA? Aí tem dias que eu vou almoçar com a galera e tipos, vou com o iPod como companhia porque eu simplesmente NÃO QUERO FALAR COM NINGUÉM. Eu sou assim. Isso aí, aliás, pode acontecer no mesmo dia. Bom dia pras plantas - não quero falar com ninguém - bar.

Sim, eu passo o dia sem falar com as pessoas e aí no fim do dia eu as chamo para ir pro bar. Sou estranha? CLARO, eu sou uma pessoa e pessoas são estranhas.

Enfim, eu vim aqui falar sobre um tipo específico de pessoa. A pessoa que é falsa. Não essa falsidade do bom dia, tá? A pessoa falsa moderna. Vou explicar.

Digamos que eu não goste de você. Você que tá lendo isso aqui, é, VOCÊ MESMO. Aí eu não gosto de você, e digamos que, sei lá, você trabalha comigo. No trabalho, eu sequer olho pra sua cara, de tanto que eu não gosto de você. Se eu cruzo com você na escada, eu finjo que nem te conheço. Se você tropeça em mim e cai, eu continuo meu caminho, porque eu não gosto de você.

MAS... hoje temos facebook, tumblr, orkut, twitter [que mais, gente?]. E eu te adiciono em TODAS essas redes sociais. Veja bem, eu não olho na sua cara o dia inteiro, mas eu interajo com você nessas redes como se fôssemos grandes amigos. Sim, eu diria que você é como se fosse meu melhor amigo no facebook, no orkut, no twitter. Mas eu te odeio na vida real.

QUER DIZER.

Eu passei muito tempo da minha vida tentando entender essas coisas, e SOFRENDO por isso, veja bem, eu sou uma pessoa problemática que está buscando ajuda. Mas eu sofria, porque as pessoas nunca falavam comigo, mas eram BFF's nas redes sociais.

Aí eu aprendi e deletei todo mundo.

FIM.

domingo, 28 de novembro de 2010

mas nada te faz deixar de querer [quem sabe?] um outro dia feliz...

Então, domingo.

Faz bem uns três ou quatro finais de semana que os trabalhos da faculdade, a vida, o universo e tudo mais não me deixa lembrar do quanto eu sou medíocre aos domingos.

Mas aí, né: sol. Um puta sol lá fora. Meu cabelo está lindo. Eu estou aqui. Morrendo de saudades de algo que... whatever.

Algo que nunca será.

Então passar bem. Bom domingo pra vocês.




sim, eu falo sempre sobre as mesmas coisas. a mesma apatia, a mesma infelicidade, as mesmas decepções, os mesmos desamores, as mesmas falhas, as mesmas chatices. deve ser porque eu nunca deixo de ser a mesma idiota de sempre. nem tento mais não ser.

domingo, 21 de novembro de 2010

eu podia estar dormindo

Olha eu, apresentando alguns sintomas da paixão, and guess what, não correspondida, as usual.

DAÍ NÉ.

Que eu falei sobre todos os relacionamentos e pseudo-relacionamentos que eu já tive nessa vida pra tia terapeuta. Falei do primeiro amor, falei do fim, falei dos que vieram depois, falei do tempo máximo que eu aguento um cara [geralmente não passa do quinto encontro], falei das paixões platônicas que eu já alimentei na vida e da que eu estava alimentando nos últimos tempos, e daí eu falei que eu cansei de alimentar as paixões platônicas de novo, mas que provavelmente daqui uns dois ou três meses volta tudo de novo.

Falei que eu estou num hiato sexual de oito meses... acho que é mais, mas vamos contar nisso daí.

Aí que ela disse algumas coisas lá, mas uma coisa que ela disse e que, sei lá, eu ainda não tinha reparado, ou não queria assumir.

Eu sempre escolho o "impossível". Sempre. Sempre tem uma dificuldade: distância, comprometido, ama outra, areia demais pro meu caminhão, trabalha junto. SEMPRE. Eu nunca, sei lá, gostei do cara NORMAL. Sempre gostei do cara impossível.

O último cara por quem eu me "apaixonei" foi meio intenso. Fiquei mais ou menos um ano na dele, doida mesmo, sabe? Felicidade plena foi o que eu senti quando finalmente fiquei com ele. E a gente ficou algumas vezes, mesmo eu sabendo que ele era dessa listinha dos impossíveis. Daí eu meti uma coisa na minha cabeça e não sosseguei até conseguir. E quando eu finalmente consegui... eu enjoei.

Que é o que geralmente acontece. Quando eu descobri uma forma de não ser mais assim, eu venho aqui e conto pra vocês, tá?



Eu até sei, mas tem prazo de validade. Cinco encontros.